
Como meu antigo blog desativado a quase 6 anos tenho o intuito de fazer releases de shows que fui assim como minha humilde opinião para temas triviais do nosso cotidiano. Essa tal “Virada Cultural“ que o Estado anualmente promove nas cidades de bastante vínculo mostra que as vezes há oque o povo recorrer em noites frias de fim de semana na altura do meio do ano. Este jovem ragazzo aqui como mora vizinho de Indaiatuba resolve conferir oque a cidade do lado tem a mostrar. Claramente vi que houve cidades mais “felizardas“ se assim podemos dizer que tiveram Titãs e até o Ultraje a Rigor como headliners na noite. Coube à Indaiá ter Pitty como sua convidada. Não hei de torcer o nariz aqui completamente para a baiana onde atualmente vemos uma enxurrada de pseudo-rock empestiando o cenário musical atual com emos visivelmente péssimos instrumentistas com composições mediocres e visual....ah ma vá...num português mais direto:gay!!! E isso lá, nobres colegas, tinha aos montes. Impossível não ficar com vergonha alheia quando voce observa adolescentes com aqueles cabelos franjolados, com óculos de hastes brancas e sem lentes gritando histericamente (isso estupidamente mais visivel nos meninos, ou ao menos pareciam meninos)Pois bem, vamos ao som em si. A baiana parece estar bem familiarizada no palco e tem suas doses de humor e simpatia, desmerecendo a fama de xarope que ela ostenta por aí. Sim, sim, sim é notável sim algumas influencias do sr. Patton e o Faith no More em MUITAS composições e principalmente em riffs pesados e cadências quebradas de ritmo, oque torna o show realmente um show de rock com distorção e peso aqui e acolá. Começou bem com composições que agitaram bem o público, os não-hits (sou sempre mais fã desses) mostraram se bem executados e com umas gritera que sim também lembra aquele rapaz meio louco de terno vermelho. Obviamente não faltaram os já famosos hits baladinha que convenhamos parece ser o real ganha pão quando uma banda entra numa gravadora Major, para executar à exaustão nas rádios e MTV´s da vida. Isso parece ser uma espécie de exigência para se atingir o estrelato (Isso é notado em grandes bandas que se renderam a essa fórmula)Pitty tem uma formação clássica do punk rock, onde gravou dois ótimos discos com o Inkoma onde despejava riffs e vocais ferozes e produção independente e tosca como manda o estilo. Era inevitável que após seu disco de estréia, que aliás tem boas composições, ela fosse se tranformar no ícone rock-mulherzinha da nova geração e chegar a esse patamar (Os da família Restart da vida e congeneres já começaram boiolas e com um publico pré-fabricado, a saga Eclipse ajudou nisso) Ela não esconde suas influencias onde cita indiretamente Muse e FNM em algumas esquisitices em meio às execuções ao vivo. Na metade pro final do show dá uma notável caída no rendimento mas sinceramente tiro o chapéu pro responsável pelas baquetas que tem um feeling impressinante massacrando seu instrumento. Claro que seu maior hit ficou pro final (senti falta dos tradicionais covers que ela apresentava em versões até interessantes como fazia com Rihanna, Lady Gaga e até “The Edge of the World“ do FNM que vi uma vez no tube em uma performance bem, digamos, sensual)a radiofônica e bobinha “Me adora“ fazendo a molecada cair às lágrimas no parque ecológico. Volto pra casa com a namorada feliz com o show e espremido em uma carona (preciso de uma condução própria urgente). Ah, se eu tivesse uma filha deixava ela curtir sim Pitty numa boa, sem grilos, inofensivo e em termos até pesado. Semana que vem lavo minha alma, tem Joe Perry, Steven Tyler e cia. (sóbrio assim esperamos) tocando clássicos do rock´n roll e baladas mela cueca com maestria como mais nenhuma banda ousou fazer com tanta classe. See ya!!!

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