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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Aerosmith (Parque Antártica, São Paulo, 29/05/10)


Muita expectativa girava em torno da volta do Aerosmith em terras brasileiras depois da novelona que ano passado dividiu a banda, deixando público um Steven Tyler perturbado e perturbador e as voltas com Joe Perry e cia onde dizia que queria férias enquanto o quarteto até cogitou a procura por um substituto para os vocais.
As pazes supostamente feitas e o Aero noticia que faria uma nova tour mundial mesmo sem disco de estúdio já a alguns anos, tour essa que incluía terras tupiniquins para nosso deleite. O primeiro disco que ouvi deles foi de um K7 em meados dos anos 90, “Get a Grip“ tinha um som com guitarras marcantes e um tom irreverente desde sua capa até os temas do play, passando pelas baladas “Alicia Silverstone“ que eram marca registrada da banda. Confesso que conheço pouco do trabalho mais antigo mas para esse show tratei de coletar músicas que haviam executando e tive uma bela surpresa: a fase 70´s deles é simplesmente FANTÁSTICA!! Como pude ficar tanto tempo sem conhecer os primórdios desses vovôs assim???? “Nine Lives“ na época que saiu se tornou meu disco de cabeceira, espetacular de ponta a ponta. Bom comecemos a celebrar os 40 anos da banda festejados numa agradável noite de sábado no Parque Antártica com um setlist fabuloso e com alguns percalços que por pouco não nos mata de raiva bem na porta do estádio (Tickets4Fun vai tomar no c*!!!!!)
Chegamos perto das 6 e meia da tarde para retirada de nossos ingressos os quais só poderiam ser liberados mediante o cartão da compra o qual foi de um terceiro que não fazia parte da turma. Atendimento medíocre e nada de liberar os tickets, daí por diante uma maratona para encontrar uma lan house onde poderíamos imprimir o scan do cartão passado pela titular a qual, por Ronnie James Dio que estais no céu, conseguimos contactar. Done! Fomos retirar os danados e ainda contamos com mais um pouco da hostilidade dos funcionários. (Cambistas agradecem...)
Entramos no estádio porco onde uma camisa da banda beira os 100 reais e um cachorro frio uns 5 conto (pqp!!) nos aconchegamos em um lugar de ótima visibilidade diga se de passagem. A banda de abertura ficou por conta do Cachorro Grande onde executou musicas que seguraram bem o tempo ócio antes do show mas em que na minha opinião é chatinha pra dedéu, mas vá lá, poderia ser o Nasi ali então não reclamei tanto.
Bandeirona do logo da banda na cara, descem os panos e a batida tribal de “Eat the Rich“ arrepiando a espinha seguida da não menos maravilhosa “Back in the Saddle“, não poderiam ter começado melhor!! "Love in an elevator", "Livin´on the edge" e a dobradinha "Crazy" e Cryin“. Tyler esteve impagável, nem parecia que tinha feito aquele bafafa todo ano passado e estando possivelmente fora de forma. Pulou, chamou a galera, tocou gaita, e seus agudos estavam hipermegapotentes. Duas horas de show e nenhuma amostra de cansaço, um frontman ídolo sem dúvida. Gerou até uma declaração de amor de Perry chamando o de melhor vocalista de rock´n roll que o mundo já viu, sendo assim as picuinhas devem ter realmente terminado.
Joey Kramer, pelos discos achava que ele era da escola de Phil Rudd, basicão do basicão. Maaaa que...O homem toca e toca muuito. Como baterista sou um dos poucos a admirar a parte do show dedicada a solos do instrumento, vi um senhor sessentão esmagar seu kit vindo até a dispensar as baquetas e se tornar a própria baqueta dando murros e pontapés e ainda assim estar no compasso, juntou Steven com mais dois bambuzão e tava feito um solo arrebatador e conquistando o respeito e admiração deste que voz fala. "Dream On" sempre linda, "Livin on the edge" my favorite ballad, seguem os sucessos. Oque você vê num show dos caras é a versatilidade e divisa da execução do repertório. Há os hits, há os rockão, há as baladas molha calcinha e logo depois o gosto pessoal dos mesmos, um belo dum bluesão! Perry canta "Stop messin´ around“ interpretando solos espetaculares fazendo as meninas da familia Restart presentes esperando o tema de Armaggedon quase entrarem no twitter xingarem muito. O Mr Sweet Emotion como é conhecido Tom Hamilton dá a introdução do sucesso. Em "Sweet Emotion", Perry também tocou teremim, um instrumento musical eletrônico que produz som com os movimentos das mãos. seguido de "Baby please dont go" mais um cover belíssimo mostrando as raízes da banda. Teve até um Joe Perry duelando com sua versão poligonal do Guitar Hero no telão dando um ar de merchan (Não precisava, eu jogo!! Eheheh) "Draw the line" chutando bundas (Como esperei por "Last Child" e "Train Kept a Rollin" que não rolaram...mas ok! Uma banda com 4 décadas de estrada logicamente iria deixar alguns belos sons de fora) Bis com a obrigatória " Walk this way" e a surpreendente execução de "Toys in the Attic" provocando êxtase em quem tava ali pra ouvir o quinteto fazer um concerto de rock de fato. Saí de lá fã ao invés de simples admirador e tretas de backstage a parte vimos uns senhores com muita vontade ainda de fazer rock´n roll com garra e paixão. Que isso resulte num novo debut e que a paz impere novamente pois o mundo ainda precisa do Aerosmith! PS: Chupa Tickets4Fun!

Setlist
Eat the Rich
Back in the Saddle
Love in an Elevator
Falling in Love (Is Hard on the Knees)
Pink
Dream On
Live on the Edge
Jaded
Kings and Queens
Crazy
Crying
Lord of the Thighs
Stop Messin' Around
What it Takes
Sweet Emotion
Baby Please Don't Go
Draw the Line
Bis
Walk This Way
Toys in the Attic